EFEITO DE SILICEA EM ALFACE (Lactuca sativa L.) SUBMETIDAS À ESTRESSE ABIÓTICO

Ribeiro A.P.O. 1 & Fagundes E.M.M. 2

1 Instituto Tecnológico Hahnemann, Uberlândia/MG, ribeiroapo@gmail.com; 2 Instituto Tecnológico Hahnemann, Belo Horizonte/MG, elietemmfagundes@terra.com.br

Este estudo não envolve o uso de animais vertebrados

INTRODUÇÃO A homeopatia é considerada ciência das ultradiluições e pode ser aplicada em qualquer organismo vivo com intuito de reestabelecer, prevenir ou promover a homeostase no ser. A experimentação das substâncias é fundamental em homeopatia, permitindo que a lei dos semelhantes pode ser aplicada para a cura (BARBOSA, 2006). A estruturação de bases sólidas para o emprego da homeopatia na agricultura deve ser feita pela experimentação em plantas sadias, anotando-se todos os sinais e sintomas, e procurando relacioná-los, posteriormente, com as enfermidades ou desequilíbrios mais comuns daquela espécie (GARBIM et al., 2009). O objetivo foi analisar os efeitos de Silicea 6CH em plântulas de alface submetidas a estresse abiótico, avaliando os efeitos no crescimento e número de folhas, além de determinar a capacidade de cura após a retirada do tratamento homeopático.

MATERIAL E MÉTODOS Neste experimento foram utilizadas plântulas de alface Selena mantidas cerca de 60 dias em uma sementeira. As plântulas foram transplantadas para sacos plásticos 20 x 15 cm, contendo substrato. Consta de 2 tratamentos (Controle e Silicea 6CH) cada um com 10 repetições. A substância homeopática foi adquirida em um laboratório homeopático especializado local, preparada de acordo com as instruções da Farmacopeia Homeopática Brasileira (2011). Durante a condução do experimento o frasco contendo a substância homeopática foi, agitado 5 vezes, seguida pela distribuição de 10 gotas em um frascos contendo 250 mL de água, agitado novamente por 5 vezes, e esta foi utilizada para irrigar as plântulas, 2 vezes ao dia. O experimento foi montado em DIC e avaliado a cada 7 dias.

RESULTADOS E DISCUSSÃO Foi realizada ANOVA e observou-se diferença estatística significante apenas na primeira semana em relação ao número de folhas observadas. Em relação à característica altura das plântulas observou-se diferença estatística significante apenas na terceira semana. As plântulas tratadas com Silicea apresentaram média menor que a média observada no controle, indicando que pode levar a uma redução no número de folhas das plantas, podendo afetar negativamente o desenvolvimento ou produção de componentes secundários ou mesmo de sementes. Em geral, observa-se que para a cura homeopática quando um medicamento que desperta o mesmo padrão de desequilíbrio em plantas sadias (patogenesia) é aplicado em uma planta em desequilíbrio, ela voltaria ao seu equilíbrio anterior, reestabelecendo seu quadro saudável (OLIVEIRA et al., 2013). A homeopatia, por si só, deve ser eficiente para despertar a força vital dos vegetais e promover a cura, da mesma forma que é eficiente na cura dos seres humanos. A escolha ou a dose errada da homeopatia pode levar a um adoecimento artificial, induzido pelo medicamento, podendo explicar os resultados observados neste experimento. Mais estudos para determinar o efeito da Silicea 6CH nas plântulas de alface são necessários, pois a homeopatia é compatível com os conceitos de agricultura orgânica. Sendo importante para uma agricultura sustentável, mantendo o ambiente mais saudável para todos os organismos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

_____. Farmacopeia Homeopática Brasileira. 2011. Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/documents/33832/259147/3a_edicao.pdf/cb9d5888-6b7c-447b-be3c-af51aaae7ea8. Acesso em: 31/05/2018.

BARBOSA NETO, R. M. Bases da Homeopatia. 2006. Disponível em: https://pt.scribd.com/document/360090133/bases-da-homeopatia-pdf. Acesso: Abril/2018.

GARBIM, T. H. S.; CARNEIRO, S. M. T. P. G.; ROMANO, E. D. B.; TEIXEIRA, M. Z. Experimentação Patogenética em Feijoeiro para Elaboração de Matéria Vegetal Homeopática. Rev. Bras. De Agroecologia, 4 (2), p.: 1020-1024. 2009. Disponível em: http://revistas.aba-agroecologia.org.br/index.php/rbagroecologia/article/view/8107. Acesso: maio de 2018.

OLIVEIRA, J. S. B.; GOMES, S. M. T. P.; SCHWAN-ESTRADA, K. R. F.; MESQUINI, R. M.; BONATO, C. M.; ROMANO, E. D. B. Patogenesia do óleo essencial e homeopatias de Eucalyptus citriodora em plantas de feijão (Phaseolus vulgaris). Rev. Bras. Pl. Med., Campinas, 15 (4), p.: 734-741. 2013. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1516-05722013000500014&script=sci_abstract&tlng=pt. Acesso: maio de 2018.

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