EFEITO DO IODOFORMIUM EM ALFACE (Lactuca sativa) SADIAS

Ribeiro A.P.O. 1 & Fagundes E.M.M. 2

1 Instituto Tecnológico Hahnemann, Uberlândia/MG, ribeiroapo@gmail.com; 2 Instituto Tecnológico Hahnemann, Belo Horizonte/MG, elietemmfagundes@terra.com.br

Este estudo não envolve o uso de animais vertebrados

INTRODUÇÃO A homeopatia na agricultura tem o objetivo de proporcionar um meio rural mais sustentável, reduzindo o uso de agrotóxicos, fertilizantes químicos e demais produtos químicos que afetam negativamente o meio, os animais, a água, o solo e os consumidores dos alimentos em geral. Sabendo-se que a homeopatia promovem benefícios à saúde em geral, são necessárias mais pesquisas para conhecer o efeito destes medicamentos em variedades, espécies, famílias diferentes das espécies vegetais, principalmente das hortaliças. A alface é a hortaliça folhosa mais consumida no país e possui um grande potencial na agricultura orgânica, principalmente por ser consumida crua. O objetivo foi analisar os efeitos físicos do Iodoformium administradas repetidamente em plântulas de alface sadias e determinar a capacidade de cura após a retirada do tratamento homeopático.

MATERIAL E MÉTODOS O experimento constou de 2 tratamentos cada um com 9 repetições em DIC. O Iodoformium foi adquirido em um laboratório especializado local. Avaliou-se a cada 7 dias e foram observadas as características número de folhas por plântula e a altura da maior folha. Após a terceira avaliação com 21 dias, foram separadas aleatoriamente três plântulas, que receberam a partir desta data apenas água durante o restante do experimento (chamado aqui de retorno ao estado de cura), enquanto que as demais seis repetições continuaram recebendo Iodoformium 6CH. Os dados foram submetidos à ANOVA.

RESULTADOS E DISCUSSÃO Durante a primeira semana não foi observada diferença estatística. Enquanto que durante a segunda, a terceira, a quarta e na quinta semanas observou-se diferença. Como as médias foram menores do que as observadas no grupo controle, observa-se que a partir de 7 dias, quando a homeopatia não necessária pode causar uma redução estatística, quando aplicada 10 gotas, duas vezes ao dia. O tratamento causou patogenesia nas plantas, levando a uma redução da altura das plântulas e número de folhas analisadas. Resultados estes contrários aos observados por Andrade et al. (2010) no qual foi observada, na colheita das plantas cultivadas, alterações de melhoria na qualidade indicado pelos atributos: aparência, aroma e sabor dos produtos colhidos. Na quarta e quinta semana das repetições algumas foram retiradas, objetivando verificar a hipótese de que quando o indivíduo inicia um processo de adoecimento devido uso da homeopatia (processo conhecido como patogenesia) a retirada do agente adoecedor, neste caso, a homeopatia pode levar a um retorno ao estado de saúde ou cura. Durante a quinta semana, dos tratamentos para verificar o reestabelecimento da cura, foi observada diferença estatística. Deste modo o uso de Iodoformium levaram a uma patogenesia e a retirada deste tratamento homeopático levou a uma melhora no desenvolvimento estatisticamente significativa. A agravação patogenética aparece devido à manutenção prolongada e desnecessária do medicamento, o qual por força da repetição em organismo sensível acaba por engendrar o encadeamento de manifestações inerentes ao seu poder farmacodinâmico. Assim, pode-se inferir que ao parar o uso do medicamento, cessam-se as reações medicamentosas. É provável que os medicamentos dinamizados como também a força vital equilibrada (sadia, em homeostase) ou desequilibrada (doente, perturbada) obedeçam as mesmas propriedades energéticas descritas por Hahnemann, por conseguinte da frequência e comprimento de onda, embora em magnitude e natureza diferentes. Averiguando-se o “poder patogenético dos medicamentos, a fim de que, quando precisar curar, possa escolher, entre eles, um cujas manifestações sintomáticas possam constituir uma doença artificial tão semelhante quanto possível à totalidade dos sintomas principais da doença natural a ser curada” (TEIXEIRA, 2001). A estruturação de bases sólidas para o emprego da homeopatia na agricultura deve ser feita pela experimentação de diferentes substâncias em plantas, anotando-se todos os sinais e sintomas, e procurando relacioná-los, posteriormente, com as enfermidades ou desequilíbrios mais comuns daquela espécie.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANDRADE, F. M. C.; CASALI, V. W. D.; CUPERTINO, M. C. Seleção de indicadores, monitoramento e sistematização de experiências com homeopatia em unidades agrícolas familiares. Disponível em: http:// orgprints.org/24991/1/Andrade_Sele%C3%A7%C3%A3o.pdf. Acesso: Maio de 2018.

TEIXEIRA, M. Z.; Pesquisa básica em homeopatia: revisão bibliográfica. 2001. Disponível em: http://www.homeozulian.med.br/homeozulian_visualizarpublicacaoautor.asp?id=15. Acesso: abril de 2018.

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